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Negociantes e camelos reunidos no recinto da feira de Pushkar

A feira dos camelos de Pushkar

Cinquenta mil animais, algumas centenas de milhares de pessoas e uma pequena vila do deserto. Eis como viver bem a maior feira de camelos do mundo.

Durante uma semana em cada outono, o areal a oeste de Pushkar torna-se a maior feira de camelos e gado da terra. É ao mesmo tempo um evento comercial a sério, uma peregrinação religiosa e uma festa muito grande — e as três coisas acontecem no mesmo quilómetro quadrado, a horas diferentes do dia.

Quando é a feira dos camelos de Pushkar?

A feira decorre no mês lunar hindu de Kartik, que cai no fim de outubro ou em novembro consoante o ano. Dura cerca de oito dias e termina em Kartik Purnima, a lua cheia — o dia em que os peregrinos se banham no lago e, de longe, o mais movimentado do ano em Pushkar.

Como as datas seguem o calendário lunar, deslocam-se duas a três semanas de um ano para o outro; confirme sempre as datas do ano em curso antes de reservar voos ou quartos. Por regra, o negócio é mais intenso na primeira metade da semana e o programa cultural e as multidões atingem o pico na segunda.

O que acontece de facto

Duas coisas, em paralelo. No recinto, pastores e negociantes de todo o Rajastão acampam com os seus animais e fazem negócio: camelos, cavalos, bovinos e cabras mudam de mãos, os animais são decorados, tosquiados e desfilados, e os preços discutem-se desde antes da primeira luz. É esta a parte verdadeiramente antiga, e acontece ao amanhecer.

Ao lado corre um festival organizado com programa de estádio — corridas de camelos, concursos de decoração, cabo de guerra entre equipas locais e visitantes, os famosos concursos de bigode e de turbante, música e dança populares ao fim do dia, um recinto de diversões com roda gigante, e balões de ar quente a levantar sobre as dunas ao nascer do sol. Entretanto, o lado religioso da vila continua discretamente: isto é também uma peregrinação importante, e os ghats estão mais cheios do que em qualquer outra altura do ano.

A dica mais importante

Vá cedo e volte tarde. O recinto antes das 8h está fresco, com luz rasante e cheio de trabalho verdadeiro; pelas onze o negócio sério acabou e o que resta é calor, pó e multidão. O pôr do sol devolve vida ao terreno, com a melhor luz do dia. O meio do dia é para um café de terraço e uma bebida fresca, não para o Mela.

Negociantes e camelos reunidos no recinto da feira de Pushkar

Fotografar a feira

Este é um dos eventos mais fotografados da Índia, e a etiqueta conta. Peça antes de fotografar pessoas, sobretudo mulheres e sobretudo nos ghats. Conte com pedidos de dinheiro por parte de algumas das figuras mais fotogénicas do recinto — os sadhus de barbas elaboradas e os homens de bigodes extraordinários têm, com toda a razão, noção do seu valor comercial. Combine um valor primeiro ou siga caminho, e não fotografe quem disse que não.

Bem-estar animal

A feira é um mercado de gado em atividade, e as condições dos animais variam bastante. Alguns visitantes acham partes difíceis. Se fizer um passeio de camelo durante a feira, olhe para o animal antes de se comprometer: um camelo saudável tem boa condição corporal, sem feridas abertas na zona da sela, e um tratador que não usa vara. Escolher com cuidado é a coisa mais útil que um visitante pode fazer.

Aspetos práticos na semana do Mela

  • O alojamento esgota meses antes e as tarifas multiplicam-se. Reserve cedo, opte por um acampamento de tendas no recinto, ou fique em Ajmer e desloque-se.
  • As caixas automáticas da vila ficam sem dinheiro. Leve numerário consigo.
  • As estradas para Pushkar estão condicionadas e congestionadas; ir a pé é muitas vezes mais rápido do que de rickshaw.
  • As noites de novembro são frias no deserto — leve casaco, sobretudo se for acampar.
  • O pó é constante. Lenço e óculos de sol não são opcionais.

Vale a pena?

Se estiver no Rajastão em novembro, sem dúvida. Não há na Índia outro evento parecido, e as horas do amanhecer no recinto de gado são mesmo extraordinárias. Mas é quente, cheio, poeirento e caro de um modo que Pushkar nunca é no resto do ano — por isso vá com um plano, fique pelo menos uma noite, e trate o meio de cada dia como tempo livre.

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Bom saber

Feira dos camelos de Pushkar: perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Quando se realiza a feira dos camelos de Pushkar?

No mês hindu de Kartik — fim de outubro ou novembro — durante cerca de oito dias, terminando na lua cheia de Kartik Purnima. As datas exatas mudam todos os anos com o calendário lunar, por isso confirme antes de reservar.

Quantos camelos há na feira de Pushkar?

As estimativas variam de ano para ano, mas a feira costuma atrair dezenas de milhares de animais — camelos, cavalos e bovinos — e várias centenas de milhares de visitantes. O número de camelos diminuiu ao longo das décadas com a modernização dos transportes, enquanto a vertente cultural e turística cresceu.

Dá para visitar a feira num único dia?

Dá, mas verá a pior parte. O recinto está melhor antes das oito da manhã e depois das cinco da tarde, e uma viagem de um dia a partir de Jaipur deixa-o lá a meio do dia. As viagens de dois dias com uma noite em Pushkar ou perto compensam muito mais pelo que realmente se vê.

A feira dos camelos de Pushkar é gratuita?

Sim. O recinto e o programa do estádio são de entrada livre. Só paga os extras — voos de balão, carroças de camelos, lugares reservados — e, claro, o alojamento, onde está o verdadeiro custo da semana.

Vale a pena Pushkar fora da feira?

Absolutamente, e muita gente até prefere. Fora de novembro a vila é calma, barata e fácil, e tudo o que a torna notável — o lago, os templos, as dunas, o bazar — continua lá, sem as multidões nem os preços.